Andando na Verdade

O que é a verdade? Em um sistema  tão permeado pelo engano, é difícil ter um entendimento claro da verdade. Em todas as áreas da sociedade, sejam elas, política, comunicação, negócios,  religião e outras, são marcadas pela mentira. Parece que o único meio para o sucesso é não ser verdadeiro ou fazer uso de meias verdades. No reino de Deus é diferente, o seu trono é firmado na verdade e na justiça.

Deus, quando chamou Abraão,  disse-lhe: Anda em minha presença e ser perfeito. Andar na presença de Deus ou com Deus, não é nada mais do que andar na verdade. A verdade está em Deus, fora de Deus não há verdade. Os homens distanciam-se de Deus por amarem a mentira. Desde o Éden, satanás, através do engano, conquistou o coração de Eva e continua arregimentando homens e mulheres para o seu reino de trevas com a mesma estratégia. O apóstolo João, o discípulo amado,  no  evangelho e nas suas cartas,  como nenhum outro, dá uma ênfase especial à verdade, recomenda sempre que os cristãos firmem-se na verdade. A Igreja da sua época já era afetada por falsos apóstolos, falsos profetas, falsos mestres e falsos irmãos . Não era à toa que satanás semeava a semente do engano, com suas heresias e distorções da Palavra de Deus, já que encontrava corações cheios de orgulho, de amor às coisas passageiras e de conceitos mundanos, campos férteis para a semente maldita.  Imagine hoje, depois de tantos séculos de semeadura maligna, tempos dos quais foi profetizado que seriam tenebrosos, como o império do engano domina!  Como se manter longe do engano, se o mundo jaz no pai da mentira?  Em primeiro lugar, deve-se desejar e amar a verdade, escolher andar na verdade, ainda que tudo concorra ao contrário e leve a algum prejuízo. No reino de Deus,  a perda por amor a verdade, é lucro, e a morte, vida. Jesus foi fiel até à morte, e  a fidelidade até à morte deve ser a marca dos seus verdadeiros discípulos.

Deus é Soberano,  a sua verdade é absoluta. Por mais que se pregue a relatividade da verdade de Deus e a mentira como verdade, que todos caminhos levam a Deus, que Ele é só a amor, por isso, tolera o pecado, isso não afeta o que Ele é; e a sua verdade não deixa de ser a verdade. Deus é cheio de misericórdia e amor, mas, na mesma medida, é também justiça.  A sua essência e seu caráter são imutáveis. A sua verdade é inegociável. A verdade de Deus é que todos os homens são pecadores, que todos estão sob condenação eterna e não há nenhum justo na face da Terra, mas Deus, pelo seu amor e graça, enviou Jesus para morrer no lugar dos homens pecadores, para cumprir a sua justiça.  E, através do sacrifício de Jesus na cruz, todo o que crê nessa verdade e recebê-la em seu coração, é justificado e tem a vida eterna. Não há outra forma de chegar a Deus, boas obras não justificam o homem nem os dogmas morais das melhores religiões. A verdade é que Jesus se fez homem para morrer por homens pecadores, e não há outro caminho, outra verdade que possa levar o homem a Deus e à vida eterna. Porque Jesus é a própria verdade, e a verdade é o caminho sobre o qual o homem deve caminhar, se quiser ir a Deus e ter a vida eterna.  A mensagem do Evangelho é simples, tão simples que satanás põe no coração do homem que essa verdade tão singular, jamais poderia ser verdadeira, e ele terá que inventar outros subterfúgios para chegar a Deus, criando assim, vários caminhos firmados no engano, os quais podem levar ao juízo de Deus, nunca a sua vida eterna.

Escolhamos,  enquanto há tempo, a verdade, a Palavra de Deus, andar no caminho, andar na verdade!

O que vencer

Vivemos dias nos quais todo o mundo se volta para a maior de todas as competições esportivas, a Copa do Mundo, pelo menos no Brasil considera-se assim. De quatro em quatro anos, todos estão de olho para o novo campeão. Os jogadores treinam com afinco, cada um desejando  ser o melhor e ter o privilégio de ser escalado para o time que buscará o título para a sua nação. Apesar de tanto empenho, só um time chega no pódio como campeão.  Reconhecemos o valor e a importância dessa competição, mas  existe uma corrida muito mais excepcional que qualquer competição esportiva, e poucos atentam para ela.

O apóstolo Paulo, em sua primeira carta aos Coríntios, relaciona a vida espiritual a uma corrida , “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível”. O atleta corre por uma coroa corruptível e, para ser vencedor, tem que ter muita disciplina, acompanhada sempre de muita renúncia, se quiser ser o primeiro a levar o prêmio. A vida cristã tem muita similaridade com a vida de um atleta. Jesus não apresentou uma vida fácil para aqueles que desejam segui-lo, a porta é estreita, o caminho apertado. Ele dizia que quem quisesse segui-lo, teria que negar a si mesmo e levar uma vida de renúncia. Mas esse é o caminho que leva à glória. É perder a vida, para reavê-la. Ele mesmo deu o exemplo com a sua própria vida. Para adentrar os portais eternos,  sentar-se a direita do Pai como vencedor e ser aplaudido pelos anjos, enfrentou a cruz e não temeu a morte, sendo fiel até o fim.

O apóstolo João, em sua visão do Apocalipse, recebeu do próprio Jesus instruções para as sete Igrejas da Ásia, e em todas elas com a expressão “o que vencer” ou “ao que vencer”. Não resta dúvidas que a corrida cristã é uma batalha. A salvação nos é concedida de graça, através da fé em Jesus Cristo, porém o simples fato de  sermos transportados de reino das trevas para a luz, compramos uma briga com o velho senhor, mas em Cristo somos mais que vencedores. A nossa vitória está em permanecer em Cristo e isso só é possível quando há submissão ao Senhorio de Cristo e disposição para  obedecer a sua Palavra, quando abrimos mão da nossa própria vontade para fazer a vontade de Deus. A fé verdadeira requer imprescindivelmente  uma vida transformada, uma vida com frutos de justiça.

Apesar do paralelismo  entre as competições comuns e a carreira cristã, suas diferenças são cruciais em dois pontos, uma oferece um prêmio que se corrompe com o tempo, passageiro, a outra um prêmio eterno que nada poderá corrompê-lo. Nas  competições comuns, apenas um chega ao pódio com o prêmio máximo, na corrida cristã, todos que desejam têm a oportunidade de chegar ao final como vencedor. Milhares de milhares serão coroados – o que vencer!

 

 

Pela fé

No capítulo onze do Livro aos Hebreus, encontramos vinte e quatro vezes a palavra  fé, dezoito nas expressões “pela fé”.  Parte dos grandes homens da Bíblia venceram através da fé e têm seus nomes escritos nesse capítulo.  A fé é a certeza das coisas que se esperam.  A vida cristã é firmada na fé. Sem fé é impossível agradar a Deus,  tal a importância dessa palavra de duas letras, mas de tão grande peso!

Pela fé somos salvos e pela fé devemos caminhar até o alvo final. A Palavra de Deus nos ensina a perseverar na fé. Ela não é necessária apenas para a salvação, mas indispensável para  permanecermos em Cristo. A fé é como um fio de ligação entre o visível e o invisível de Deus, sobre o qual devemos nos mover, para atravessar a distância entre o domínio material e o espiritual. As bênçãos, o verdadeiramente real e Deus estão no outro lado, e sem  fé não os alcançaremos. Deus é Espírito, e só podemos vê-lo através dos olhos da fé.  A fé é trilhada pela persistência, pela certeza, pela confiança, é a  conquista das promessas de Deus. A fé não é  um sentimento, é a certeza, não é um salto no escuro, é a convicção da realidade de Deus.

A fé não duvida, a fé nos mantém firmes porque ela tem um firme fundamento.  A fé se apropria do amor de Deus e da sua justiça, é firmada na sua Soberania e infalibilidade,  naquele que não é homem para que minta nem filho do homem para que se arrependa. A fé não se edifica na areia, não tem castelos suntuosos e efêmeros que se desmoronam com os ventos da desilusão. A fé constrói seu edifício no alicerce inabalável.  A fé suplanta os ventos das adversidades, transcende as eras porque é edificada na Palavra de Deus, na Rocha eterna, em Cristo, que enfrentou e venceu o maior inimigo, a morte!

A fé tem o  foco no alvo – não olha para homens falíveis, não olha  as circunstâncias nem  a força do vento, a fé olha para Jesus.   Como um bom equilibrista, a fé firma seus passos nas promessas de Deus e avança firme. A fé alimenta a esperança. O justo vive por fé. A fé é sempre vitoriosa porque tudo é possível ao que crê.   Tudo o que se vê ruirá, e o que não se vê permanecerá eternamente. Andemos pela fé, não por vista!

Hb 11.1,6; Ef 2.8; 2 Co 5.7; Nm 23.19; Rm 5.1-2; Cl 1.22-23; 1 Ts 5.8; Hb 12.2; Hb 10.38;

Quem sou eu?

Nos dias atuais, nos quais há uma tendência à massificação, há uma grande crise de identidade. Muitos, literalmente, desconhecem sua origem, seus pais e muito menos sabem quem são. É comum, no meio da multidão, uma pessoa sentir-se sozinha e imaginar que é apenas “mais um” na grande massa de seres humanos.

Não estamos aqui, no planeta Terra, por acaso. Por mais que alguém seja rotulado como alguém que não faz  diferença, todos, sem exceção, são importantes diante do seu Criador. Ninguém cria algo sem nenhum propósito. Por mais que as criações dos homens pareçam não ter valor diante dos outros, para o seu criador tem um significado peculiar. Imagine a criação de Deus!  O homem não pode conhecer o seu devido valor se não voltar a sua origem. Deus é o autor da vida, Ele criou o primeiro homem e deu-lhe poder de multiplicação, mas o próprio Criador é que dá a vida e a tira. Dt 32.39. Então, todos têm sua origem no próprio Deus. E qual o  seu propósito na formação do homem? Ele não criou o homem como um passatempo para preencher a sua vida sem fim ou como um brinquedo para sua diversão. Ele criou o homem, segundo a sua imagem e semelhança, para o louvor de sua glória, para se alegrar com ele, em um relacionamento de intimidade e para sempre. Is 43.7; Ef 1.12.

O  homem fora do propósito para o qual foi criado – Infelizmente, o primeiro homem não correspondeu a esse propósito e  passou a todos os seus descendentes a consequência da sua desobediência, a morte e separação eterna do seu Criador. Deus não desistiu do homem e enviou o seu Único Filho, Jesus, para pagar o preço do pecado da humanidade, para todos que crerem nEle, não pereçam, mas tenham a vida eterna e não sejam apenas criaturas, mas filhos e co-herdeiros com Cristo das riquezas da sua glória.

Quem eu sou? Criatura ou filho – a escolha cabe a cada um. Ainda que não se tenha um referencial paterno nesta vida, todos podem receber Deus como Pai, e Ele é bom e amoroso. Assim, o homem sabe quem verdadeiramente é, filho de Deus, e ninguém poderá roubar a sua paternidade. Se alguém rejeitar essa verdade, continuará no mundo desconhecendo a sua verdadeira origem, sem identidade  e sempre com um vazio que só o amor do  Pai Celestial pode preencher.

Crises e Suicídio – Palavras que edificam

Nos dias atuais, há grande polêmica em torno de suicídio – muitos tentam justificá-lo, outros o condenam veementemente. Mas, qual a posição bíblica sobre este tema?

Sabemos que uma pessoa que atenta contra a própria vida está sob grande pressão emocional, ocasionada por algum problema familiar, financeiro, de desilusão ou de qualquer outra natureza. As crises fazem parte da vida. Se você nasceu neste planeta, como descendente de Adão, não está isento a elas. Contudo, há quem saiba administrar muito bem as crises e não permitem que elas os vençam,  há, também, aqueles que são bem suscetíveis ao abatimento quando alguma coisa foge da normalidade. Sem querer espiritualizar tudo, a Palavra de Deus tem resposta para as dificuldades naturais da vida e suprimento para os momentos mais cruciais da existência. Para ajuda divina, no momento certo e nos  mais inesperados, há necessidade de um relacionamento efetivo com Deus, através da comunhão do Espírito Santo, um alto refúgio e revelação da verdade. Quem alicerça a sua fé no Deus Todo-Poderoso, não é confundido e encontra socorro nos momentos mais improváveis da vida. “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”, talvez, seja a palavra mais propagada do Apóstolo Paulo, e sempre citada de forma bem positiva, como se o que crê nesta Palavra, é poderoso pra nunca passar por provações; mas, se atentarmos para o contexto anterior do versículo, Paulo faz alusão a abatimento, a fome e a padecer necessidades. E isso era-lhe possível atravessar porque Ele mantinha um nível estreito de amizade com Deus. A sua força provinha de Deus.

Por vias normais, não há aprovação divina para a prática suicida. O suicida perdeu totalmente a sua fé e confiança em Deus, naquele que pode todas as coisas e que pode reverter uma crise em bênção. Suicídio é um homicídio, é atentar contra a própria vida e, segundo o apóstolo João, o homicida não tem a vida eterna em si mesmo.  1 Jo 3.15. A vida pertence a Deus, Ele a dá e somente Ele pode tirá-la.  “Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão”.  Dt 32.39

Apesar da realidade da Palavra de Deus, nunca devemos afirmar categoricamente que um suicida foi para o inferno. Entre o ato de atentado à própria vida e a morte dessa pessoa, somente Deus sabe o que aconteceu, se houve possibilidade de um arrependimento  verdadeiro e consequente perdão, com acerto de contas.

Também, não devemos estimular qualquer forma de suicídio, minimizando sua grave consequência, mas  devemos alertar as vidas para o grande perigo dessa prática  e estimulá-las a colocarem a  fé em Jesus e nunca perderem a esperança que está fundada no Deus Soberano que pode todas as coisas. Não ao suicídio, sim à vida!

A seguir, uma palavra muito sábia sobre o tema:

O amor do Pai é maior!

Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.  Isaías 49.15

Ouvimos sempre sobre o amor de mãe. É comum se dizer que não há maior amor do que o amor de uma mulher por seu filho. Todavia, se esse amor falhar, e pode falhar, o amor de Deus nunca falha.

Muitos vêm a este mundo e não são reconhecidos por seu pai nem por sua mãe, são rejeitados desde o ventre e carregam essa carga por toda a vida. Infelizmente, outros, antes que vejam a luz do sol, são mortos por aqueles que deveriam amá-los; afinal, ninguém pede para ser gerado e não tem nenhuma culpa da forma como foi gerado. Se um homem gera um filho, independentemente das circunstâncias, ele é responsável por seu fruto. A função de um pai e de uma mãe é cuidar  e suprir as necessidades básicas daquele que trouxe ao mundo. Contudo,  vemos comumente, pais gerando filhos e não os reconhecendo, pais que abarrotam a sociedade com filhos problemáticos, carentes e vítimas de rejeição, marcados pela profunda dor  causada por ela. A aceitação  paternal tem uma influência maior na vida de um indivíduo mais do que o amor maternal. O amor paternal é transferido para a pessoa de Deus, há uma tendência natural de se comparar o Pai celestial ao pai terreno. Se alguém teve um pai carrasco, ele vê Deus como um carrasco, se teve um pai que não o amava, imagina que Deus não o ama também. Deus nunca falha,  o seu amor é incondicional. Se você não teve um pai que exerceu o seu dever de pai como deveria e você não consegue enxergar nele um amor paternal, você pode experimentar do amor do Pai, daquele que te criou e o viu desde o ventre quando você ainda era uma substância informe.

Que amor é esse, o amor de Deus! Deus criou o homem para o louvor da sua glória, para caminhar com Ele em um relacionamento paternal de amizade e comunhão. O primeiro homem experimentou do genuíno amor de Deus, mas escolheu caminhar sozinho, e essa separação  criou uma barreira entre a descendência do homem e o seu Criador. Deus nunca esteve satisfeito com essa distância causada pela rebeldia humana, por isso, providenciou um meio pra resgatar a coroa da sua criação. O seu plano não era tão fácil, porque não se achava nada que pudesse pagar o preço alto exigido pelo resgate do homem, somente através da entrega de alguém  sem pecado, seria suficiente, mas não foi achado ninguém assim entre os homens. Ele teve que abrir mão do seu próprio Filho para pagar por toda transgressão humana. E seu amor tão grande e desejo de ter o homem de volta, Ele não hesitou, entregou o seu bem maior, Jesus, para padecer na cruz em sacrifício por todos os homens. Ele entregou o único Filho para que pudesse ter muitos filhos. Esse é o amor do Pai, aquele que não poupou o seu único Filho, antes o entregou por todos nós, como não nos dará, juntamente com Ele, todas as coisas? Rm 8.31

Você, que não teve o amor do seu pai natural, pode ter o amor daquele que provou o seu amor por você, seu Pai Celeste. Creia em Jesus e sinta, neste momento, a doçura daquele que te ama incondicionalmente! Sim, o amor do Pai é incomparavelmente maior que qualquer outro amor!

As marcas de Jesus

“Desde agora, ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas de Jesus”. Gálatas 6.17

O apóstolo Paulo sofreu muitas perseguições e sofrimentos na propagação do evangelho. Na segunda carta aos Coríntios, ele fez um breve relato do que ele sofreu por amor a Deus e ao evangelho,  prisões, açoites, apedrejamento, fuga, naufrágio e outros perigos de morte, e algumas dessas perseguições foram suficientes para marcar com cicatrizes o seu corpo.

Vivemos em um país no qual não há perseguições explícitas ao evangelho, diferentemente, dos países nos quais vive a Igreja perseguida, mais precisamente, na área da janela 10×40 (faixa que se estende do oeste da África , passa pelo Oriente Médio e vai até a Ásia. A partir da linha do Equador, forma um retângulo entre os graus 10 e 40). Nem por isso, o desafio em se viver  uma vida em fidelidade a Deus, até à morte, como foi ministrado à Igreja de Esmirna, deixa de se constituir em um esforço menor nos países ocidentais . Talvez  até seja mais desafiador porque onde há liberdade, a permissividade parece atingir patamares muito maiores, levando a uma vida espiritual com desleixo e sem responsabilidades. Neste sistema no qual vivemos, as escolhas são sempre testadas. Diante do conforto que nos é oferecido, temos a tendência a levar uma vida de comodismo e despreocupação.
Um grande leque de opções  nos é apresentado constantemente e sempre escolhemos o que é mais agradável à carne e aos olhos. É muito mais fácil ficar diante de uma TV ou monitor assistindo filmes, por horas, do que tirar quinze minutos em oração, leitura da Palavra de Deus ou servindo ao próximo.

A vida do apóstolo Paulo é um grande exemplo de fé e amor a Deus.  O segredo do seu sucesso espiritual é a escolha que ele fez, depois de ter um encontro pessoal e literal com Jesus, de  ter uma vida dirigida pelo Espírito. Os cristãos vivem sob a influência de dois domínios, que cabe a cada um escolher,  o domínio da carne e o domínio do Espírito Santo. O reino que escolher para fortalecer em si  será o vencedor.  Andar no Espírito é  se permitir ser guiado pelo Espírito Santo de Deus, é escolher o caminho do amor, é escolher amar a Deus sobre todas as coisas. Sobre o amor, Paulo escreveu o mais belo poema. “O amor não busca seus próprios interesses, o amor é sofredor…” Andar no Espírito é produzir o fruto do amor, o fruto do Espírito: Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade bondade, fé, mansidão, domínio próprio. Andar no espírito é renunciar e se enojar das podridões das obras da carne. É jogar de si toda poeira e sujidade que impedem o cristão de refletir a glória de Deus.

Paulo militou pelo Espírito, nada mais importava para ele a não ser o Reino de Deus e a sua justiça, ainda que isso trouxesse marcas profundas em seu próprio corpo. Mesmo não passando  pelos sofrimentos de Paulo e marcando o próprio corpo físico, corramos para marcar o nosso caráter com os valores inegociáveis do Reino de Deus, marcando-o  com as marcas de Jesus!

Posso ter certeza da salvaçao? – Palavras que edificam

Todos os homens, desde a criação, são devedores diante de Deus. Todos estão sob condenação eterna. “Todos os homens pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Porque o salário do pecado é a morte…”
Apesar do escrito de dívida que paira sobre cada ser humano, Deus elaborou um plano para salvá-lo.

O plano de Deus para trazer o homem de volta para si foi de grande demonstração de generosidade e amor pela coroa da sua criação. Para cumprir a sua justiça, Ele enviou o seu próprio Filho, que foi gerado no ventre de Maria sem participação de qualquer semente de homem pecador, para morrer na cruz e resgatar o homem dos seus pecados. Diante de tão grande sacrifício, fica claro que não existe outro meio para que o homem possa ser resgatado, suas boas obras nunca poderão salvá-lo.  Por isso, nenhum homem pode fazer qualquer coisa para adquirir a sua salvação. O seu papel é crer em Jesus e receber de graça o que lhe foi oferecido sem nenhum ônus. Jesus disse aos seus discípulos: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem  ao Pai a não ser por mim. Portanto, não há outro caminho nem religião que nos leve de volta a Deus.

Jesus morreu por todos os homens, mas nem todos serão salvos. Somente os que creem em Jesus terão os seus pecados perdoados e reconciliação com Deus. A salvação está acessível a todos, mas nem todos terão acesso a ela por se recusarem a crer  e entrar pelo caminho que pode conduzi-los a Deus. Sim, podemos ter certeza da salvação eterna, desde que escolhamos andar e permanecer no caminho: Jesus!

 

Qual o peso do seu coração?

O coração de um homem adulto pesa entre 250 a 400g. É um peso razoável para um órgão de tão grande importância no organismo. Aqui, não vamos tratar do coração do corpo humano, mas de corações que são parte imaterial da personalidade humana, dos  quais emanam os mais profundos sentimentos e suas manifestações comportamentais e que, de alguma forma, têm um certo peso.

O coração envolve a totalidade das emoções, do intelecto e da vontade humana. Jesus, falando para os seus discípulos e para a multidão que o seguia, disse que o que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai, porque  do  interior do homem ou do seu coração  procedem os maus pensamentos que geram toda sorte de mazelas. Todos os males cometidos pelo homem  são fabricados no coração.  Além do coração gerar todas as boas e más atitudes, ele é  carregado de bons e maus sentimentos que, por mais que ele tente ocultar, sempre se manifestará na própria aparência e ações. O profeta Jeremias escreveu que o coração é enganoso,  mais do que todas as coisas, e perverso.

Existem sentimentos que trazem leveza ao coração. Um coração leve é alimentado de alegria, paz e gratidão, e isso se reflete nos relacionamentos e  até na  saúde física  do indivíduo.  Por outro lado, há corações pesados. Corações sobrecarregados pela falta de perdão, marcados pelas feridas sofridas no caminho da existência, como rejeição, abusos, traumas, desilusões e tantos outros males. Corações que preferem mergulhar no mar da amargura, da ingratidão,  da lamúria e murmuração. Um coração pesado é um coração triste, está em profundo sofrimento e fadado à morte. Esse coração sempre afasta os relacionamentos porque suas águas são amargas.  Um coração pesado vive em um estado eterno de insatisfação consigo mesmo, podendo  adentrar os limites da depressão e avançar  até o estágio mais profundo, o suicídio.

Um coração leve é um coração que encontra em tudo motivos para adorar a Deus com gratidão, é um coração livre. Não se deixa prender pelas amarras dos infortúnios da vida nem pelas prisões das circunstâncias. Um coração      pesado é cativo das próprias emoções. Sabemos que não é fácil quebrar as correntes que aprisionam o coração e se desfazer do seu peso. Apenas o agir de Deus  pode regenerar o coração e quebrar as sua cadeias. Mas, independente de qualquer parâmetro que se queira estabelecer em busca de uma solução para o peso de um coração, todos devem começar com uma atitude de humildade  para reconhecer as próprias limitações e desejo de mudança.  A seguir, o perdão, que é a chave para destravar a porta da libertação. A  busca do perdão de Deus para si, através de arrependimento,  e liberação de perdão para os outros, é alcançar a vitória e extinguir todo o peso do coração.

Qual o peso do seu coração? Hoje, você pode escolher deixá-lo  leve e livre. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Salmos 51.10

Amor e Santificação – Palavras que edificam

Deus é Santo e sem santificação não há relacionamento com Deus. Quem ama a Deus e tem o desejo maior de andar com Ele, hoje e  eternamente,  obrigatoriamente, tem o dever de viver em santidade.

Em  nossos dias, os valores morais têm entrado em decadência, e a permissividade tem permeado as diferentes áreas de atuação da sociedade, adentrado nos lares e até se expandido às instituições eclesiásticas. A grande parte de tudo que se produz artisticamente tem que ter nuances de pornografia,  práticas sexuais explícitas ou insinuações sensuais,  quebrando sutilmente todas as barreiras limitantes do pudor e bom senso, e  isso é transferido para as famílias através da música, do teatro, do cinema e televisão, com suas novelas e séries, como um bom mecanismo para  fidelizar audiência,  pela continuidade atrativa de histórias fictícias.

No mundo no qual vivemos, as coisas acontecem de forma natural, com aparência inofensiva, e a maioria segue o curso dos acontecimentos,  difundidos pelos meios de comunicação e facilitados pela tecnologia atual. Mas a vida não se limita à esfera natural, há um mundo espiritual que rege este mundo, para o bem ou para o mal, depende de cada um que se deixa influenciar  por suas escolhas.

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Os que amam a Deus têm prazer em fazer a vontade de Deus e ser guiado pelo seu padrão. Não seguem o caminho mais fácil do curso deste mundo, mas escolhem avançar na sua contramão porque têm a certeza que os levará às alturas, onde habita o Deus Santo, o Rei da Glória!

A seguir, um vídeo do Pr. Sérgio Queiroz  que discorre sobre este tema, de forma bem didática e edificante, como lhe é peculiar.